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Qual a importância da árvore ornamental no Espaço Público?

Sabemos que as árvores são cada vez mais assumidas como garantia de qualidade de vida de uma cidade. As suas funções são variadas, sendo que as mais conhecidas são a purificação do ar e o embelezamento dos espaços. Tal como o ser humano, as árvores são seres vivos, apresentam inúmeras vantagens, mas alguns constrangimentos, que importa aceitar e aprender a lidar com eles.

As funções das árvores em espaço urbano podem ser divididas em 4 categorias distintas:

Ecológica
• Beneficiam qualidade do ar e da água (purificadoras)
• Diminuição do ruído
• Aumentam a permeabilidade do solo
• Amenização do clima
• Aumentam a biodiversidade
Social
• Benefícios no bem-estar e saúde das populações
• Fomentam a relação entre o Homem e a Natureza
Estrutural
• Papel fulcral na organização do espaço, facilitando a leitura de cidade
Económica
• Benefícios no bem-estar e saúde das populações
• Oportunidades de investimento e valorização imobiliária

Cuidar da árvore ornamental em Espaço Público!

Para que as árvores desempenhem corretamente, e na plenitude, todas as suas funções, temos que cuidar bem delas. E o primeiro passo para cuidarmos bem delas, consiste numa escolha adequada. Depois de um exemplar corretamente escolhido e implantado no local, importa usa-lo bem.
É pois de vital importância não estacionar em cima das árvores, não as usar como suporte, nem as cortar à medida das nossas conveniências. A cidade tem que ser de todos e para todos.

A árvore ornamental necessita ser podada?

Por princípio, uma árvore ornamental e com uma correta escolha de espécie e localização, não precisa ser podada. Pelo contrário, quando podada pode desenvolver doenças que levem ao seu declínio.

No entanto, e como todos sabemos, as árvores apresentam algumas características que não agradam a todas as pessoas, nomeadamente a queda de folhas e frutos. Primeiro temos que perceber que nem as folhas nem os frutos são lixo, mas sim matéria orgânica necessária à renovação do ciclo da vida. Sem eles vamos precisar recorrer aos químicos, com todas as implicações negativas e económicas que tal acarreta. Depois, e mais uma vez, temos que pensar antes da plantação da árvore, temos que pensar numa espécie adequada a cada local. Se não queremos folhas no passeio, convém, por exemplo escolher uma espécie de folha permanente.

Quando já implantada, por vezes surge a necessidade de podas esporádicas e “cirúrgicas”. Algum ramo que esgaçou, fruto do mau tempo, ou inclusive a necessidade de arejar a copa para um ambiente com menos sombra, por exemplo. Mas são casos muito pontuais, dos quais destacamos alguns exemplos:

• Retirar ramos mal formados, doentes, ou mortos;
• Reduzir o volume da copa da árvore para não invadir o espaço aéreo privado;
• Desobstruir a passagem da luz nos candeeiros de iluminação pública;
• Reduzir a massa foliar em árvores que se encontram em declínio;
• Corrigir erros de podas anteriores;
• Elevar a copa da árvore para permitir passagem livre de veículos ou peões;
Ainda relativamente a esta questão, devemos lembrar que a melhor época para as podas é o Inverno, quando a árvore está em repouso vegetativo, e pode despender alguma energia no processo de cicatrização.

Existem consequências de podas drásticas nas árvores ornamentais?

A árvore é um ser vivo, como tal toda a poda pode ser considerada como uma agressão.
– Qualquer ferida é um ponto de entrada de doenças;
– Prejudica a árvore em termos nutritivos e térmicos;
– Uma árvore podada apresenta maior número de sintomas de mau estar como resinas, por exemplo
– Conduzem à destruição do equilíbrio da copa, tornando-a mais frágil e perigosa
– A árvore podada responde por vezes com o aumento das raízes provocando irregularidades no solo
– Menor valor patrimonial
– Aumento dos custos de manutenção

Para qualquer questão adicional, contacte-nos.

Proibição do uso de fitofármacos em espaços públicos

Informamos deste modo os nossos munícipes da PROIBIÇÃO DO USO DE FITOFÁRMACOS (pesticidas) EM ESPAÇOS PÚBLICOS, aprovada pelo Governo através do D.L. n.º 35/ 2017, de 24 de Março, com vista à proteção da saúde humana e do ambiente contra riscos derivados da aplicação destes produtos.

Este D.L. é um reforço da Lei n.º 26/ 2013, de 11 de Abril, onde era já proibida a aplicação terrestre e aérea de produtos fitofarmacêuticos em explorações agrícolas e florestais, em zonas urbanas, zonas de lazer e vias de comunicação. Com este novo diploma passaram ainda a ser proibidos tratamentos fitossanitários em jardins infantis, nos jardins e parques de proximidade, parques de campismo, hospitais e centros de saúde, lares de idosos e escolas.

Relembramos ainda que em casos excecionais a aplicação de fitofármacos deverá ser antecedida de uma autorização da DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária), a qual depende de pedido apresentado na DRAP (Direção Regional de Agricultura e Pescas); e ainda serem previamente afixados, de forma bem visível, junto da área a tratar avisos que indiquem com clareza a identificação da entidade responsável pelo tratamento, qual o tratamento a realizar, a data prevista para o mesmo e a data a partir da qual pode ser restabelecido o acesso ao local tratado. Esta aplicação só poderá ser executada por técnico com habilitação comprovada, de acordo com a legislação em vigor.

As penalizações por violação ao disposto na legislação em vigor podem ir de 250€ a 3740€ no caso de pessoas singulares, ou de 500€ a 22 000€ no caso de pessoas coletivas.

O controlo químico não é, de todo, a única forma de eliminar infestantes, existem alternativas, como o uso de métodos mecânicos (por exemplo a varredura ou a roçadora mecânica) ou térmicos (por exemplo o uso de água quente, vapor de água ou de ar quente), sendo quaisquer deles claramente vantajosos, para o bom funcionamento dos ecossistemas.

É ainda muito importante que haja a noção que as, vulgarmente designadas, ervas daninhas, fazem parte do ecossistema e garantem a presença de biodiversidade, sendo inclusive alimento e abrigo de muitos animais. A sua presença não é necessariamente nefasta, nem prejudicial, e muito menos indicador do estado de limpeza de um espaço. Se por um lado é importante garantir que as valetas estejam desobstruídas para a livre passagem da água, por outro a presença de ervas nos taludes garante que as terras estão seguras e é mais difícil haver derrocadas, e a erosão não ocorre, pelo que 2 cortes anuais são suficientes para a boa manutenção dos espaços.

Por fim apelamos ao bom senso e cooperação de todos no sentido de fazermos manutenções mais sustentáveis e respeitadoras do meio ambiente.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos.

Utilização de formulações de vinagre e sal no controlo de infestantes em zonas urbanas

Alertamos os nossos munícipes para o ofício circular n.º 17 / 2018 da DGAV (Direção Geral de Alimentação e Veterinária).

Existem no mercado preparações que contêm substâncias de base que “não sendo predominantemente utilizadas como produtos fitofarmacêuticos, podem ser interessantes na proteção fitossanitária das culturas”, não carecendo de qualquer autorização da DGAV para a sua comercialização e utilização. Eventuais falhas de eficácia e toxicidade das substâncias de base e suas preparações, são da exclusiva responsabilidade do utilizador não podendo ser imputadas a outrem.

Substâncias de base, como o vinagre e o cloreto de sódio, podem ser utilizados como proteção fitossanitária, de acordo com a tabela anexa, e não como herbicidas no controlo de infestantes em zonas urbanas:


Finalmente apelamos ao bom senso e cooperação de todos no sentido de fazermos manutenções mais sustentáveis e respeitadoras do meio ambiente.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos.

Alternativas fraudulentas ao uso de herbicidas

Como é do conhecimento de todos, e de acordo com a legislação em vigor encontra-se PROIBIDO O USO DE FITOFÁRMACOS (pesticidas/ herbicidas) EM ESPAÇOS PÚBLICOS (zonas urbanas, zonas de lazer, vias de comunicação, jardins infantis, nos jardins e parques de proximidade, parques de campismo, hospitais e centros de saúde, lares de idosos e escolas) aprovado pelo Governo através do D.L. n.º 35/ 2017, de 24 de Março, com vista à proteção da saúde humana e do ambiente contra riscos derivados da aplicação destes produtos. As penalizações por violação ao disposto na legislação em vigor podem ir de 250€ a 3740€ no caso de pessoas singulares, ou de 500€ a 22 000€ no caso de pessoas coletivas.

Por este facto, e conscientes das grandes áreas que as autarquias gerem, bem como do desconhecimento da maioria das pessoas sobre o tema, há marcas no mercado que se comprometem a oferecer alternativas “ecológicas e sustentáveis”. É importante que se tenha atenção a estas alternativas, que muitas vezes se revelam fraudulentas.

A DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária) tem publicado no seu site uma listagem de herbicidas com a respetiva classificação, quer pela sua substancia ativa, quer pelas suas designações comerciais. Disponibiliza ainda uma listagem de produtos fitofarmacêuticos titulados para zonas urbanas e de lazer (sem prejuízo do estipulado no Decreto-Lei n.º 35/2017 de 24 de março), com uma autorização de venda, concedida pela mesma ao abrigo do REG. (CE) n.º 1107/2009 de 21 outubro. A consulta desta documentação antes da aquisição de qualquer produto é fundamental.

Devemos ainda alertar que mais do que substituir o glifosato por qualquer outro produto, o importante é repensar a gestão dos espaços públicos. Quaisquer que sejam os produtos aplicados têm sempre implicações, por exemplo: Nocivo por ingestão; Pode ser mortal por ingestão e penetração nas vias respiratórias; Provoca irritação cutânea; Pode provocar uma reação alérgica cutânea; Provoca lesões oculares graves; Provoca irritação ocular grave; Pode provocar irritação das vias respiratórias; Pode provocar sonolência ou vertigens; Pode afetar os orgãos após exposição prolongada ou repetida; Muito Tóxico para Organismos aquáticos com efeitos duradouros. Devemos aceitar algumas das “ervas daninhas” que vão aparecendo (e sensibilizarmos as populações para estes novos paradigmas) e nos locais onde é indispensável a eliminação das mesmas usar os meios manuais, mecânicos ou térmicos.

Por fim, e mais uma vez, apelamos ao bom senso e cooperação de todos no sentido de fazermos manutenções mais sustentáveis e respeitadoras do meio ambiente.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos.

São conhecidas de todos as vantagens inerentes aos espaços verdes, desde as ecológicas, às estruturais.

A presença de espaços verdes ao longo do nosso território implica uma manutenção cuidada e assertiva. Para cumprirem as suas funções em pleno, é fundamental que sejam devidamente cuidados, tendo que haver atenção com todas as suas componentes, quer com o pessoal da manutenção, com a maquinaria utilizada, quer ainda com os elementos a cuidar, tanto os inertes como os vegetais.

Sendo as árvores um elemento primordial dos espaços verdes, talvez até aquele que mais se destaca, importa cuidar delas de forma exemplar.

Bem sabemos que o orçamento para os espaços verdes é reduzido, e que a manutenção por vezes se resume a regas e a cortes esporádicos dos prados com máquina de fio. No entanto, não havendo cuidado com a utilização da máquina de fio, estamos a condenar os nossos espaços verdes a terrenos vazios. Quando se utilizam as máquinas de fio nos prados, deve haver o cuidado de o fio não tocar no tronco das árvores, para que não lhe provoque quaisquer lesões.

As árvores alimentam-se de seiva que, de uma forma simplificada, faz dois trajetos, da raiz até às folhas – movimento ascendente interior de água e nutrientes, e das folhas até à raiz – movimento descendente exterior de açúcares resultantes da fotossíntese. Quando existem lesões no tronco, provocadas pela máquina de fio, esse movimento descendente é interrompido, havendo um corte no fluxo de açúcares em direção à raiz, a qual não os produz, mas depende deles para a manutenção de suas células. A raiz passa, então, a utilizar as suas reservas. Com o fim das reservas resulta a morte das células radiculares, impedindo a absorção de água e nutrientes minerais, levando finalmente à morte da planta.

Como se pode observar na imagem apresentada, as lesões da máquina de fio são bem visíveis, notando-se, inclusive, o acumular de açúcares na região acima do corte, onde se pode verificar maior desenvolvimento do tronco.

Para evitar que a máquina de fio chegue diretamente ao tronco há cuidados que devemos ter. (1) Podemos fazer covas junto ao tronco, que ajudam na rega e impedem o fio, havendo o cuidado de nestas covas se mondarem manualmente as infestantes; ou (2) podemos colocar junto dos troncos plantas herbáceas, o que também impede a necessidade de cortes junto delas.

Apelamos ainda ao bom senso e cooperação de todos no sentido de fazermos manutenções mais corretas e sustentáveis.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos.